Terrina

Lisboa, Real Fábrica do Rato, período de Tomás Brunetto (1767-1771)

Faiança moldada com pintura polícroma

Inv. 552

Por iniciativa do conde de Oeiras, depois marquês de Pombal, é fundada em Lisboa, em 1767, a Real Fábrica do Rato que deu origem à renovação técnica e estética da faiança em Portugal, como bem ilustram os diferentes exemplares pertencentes ao acervo do Museu. Executada no período de Tomás Brunetto, primeiro director (1767-1771), a terrina em forma de selha com tampa repleta de pescado é seguramente uma das mais curiosas entre as produzidas nesta fábrica, filiando-se numa corrente de modelos animalistas alemães e franceses, também reproduzidos em porcelanas da Companhia das Índias. Não obstante, e como já foi notado, esta peça liberta-se da rigidez da maioria desses modelos estrangeiros, aproximando-se de um gosto popular que aqui parece reflectir o quotidiano de Lisboa.

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